Jurídico
Política de Privacidade
Esta política explica como o Cloud Truck trata dados pessoais. Ela descreve o tratamento que o sistema faz de fato — não um modelo genérico.
Última atualização: 13/09/2026
1Quem é quem neste tratamento
O Cloud Truck é um sistema de gestão (ERP) contratado por empresas de desmonte de veículos de linha pesada. Isso cria duas posições diferentes perante a LGPD (Lei 13.709/2018), e a distinção importa para saber a quem pedir o quê:
- A loja que assina é a controladora dos dados que ela cadastra e opera — clientes, fornecedores, vendas, notas fiscais, funcionários. É ela que decide o que coletar e para quê.
- O Cloud Truck é o operador: trata esses dados por conta e ordem da loja, nos limites do contrato, e não os usa para finalidade própria. Fornecido por razão social, CNPJ 00.000.000/0000-00, endereço completo.
Encarregado pelo tratamento de dados (DPO): nome, e-mail de contato.
2Que dados o sistema guarda
De quem opera o sistema: nome, usuário de login, e-mail e telefone de contato, foto/ícone, cargo e hierarquia, histórico de acessos (data, hora e resultado das tentativas de login) e a trilha do que cada pessoa fez nas telas de dinheiro e de permissão.
De clientes e fornecedores da loja: nome ou razão social, CPF ou CNPJ, inscrição estadual, endereço, telefone, e-mail e o histórico de compras, orçamentos, títulos e notas fiscais.
De compradores dos marketplaces: quando a loja conecta a conta do Mercado Livre, o sistema recebe os dados do pedido — inclusive nome e CPF do comprador quando a plataforma os libera, porque a nota fiscal eletrônica os exige.
Financeiros e fiscais: extratos e lançamentos bancários, boletos, títulos a pagar e receber, e o certificado digital A1 da empresa — guardado cifrado, usado somente para assinar os documentos fiscais dela.
O sistema não usa cookies de publicidade nem rastreadores de terceiros. Os cookies existentes são os da sessão (manter você logado, lembrar o tema e o estado do menu) e o do segundo fator de autenticação.
3Para que servem, e com que base legal
- Executar o contrato (art. 7º, V): operar o estoque, a venda, o financeiro e as integrações que a loja contratou.
- Cumprir obrigação legal (art. 7º, II): emitir e guardar nota fiscal, escriturar o que a Receita e a SEFAZ exigem.
- Legítimo interesse (art. 7º, IX): segurança da conta — registro de acesso, trilha de auditoria e detecção de uso indevido.
4Com quem os dados são compartilhados
Apenas com quem é necessário para o sistema funcionar, e cada um recebe só o que precisa:
- Supabase — banco de dados e armazenamento de arquivos. Servidores nos Estados Unidos (Oregon).
- Vercel — hospedagem da aplicação. Execução nos Estados Unidos (Portland), com entrada pela borda em São Paulo.
- SEFAZ do estado — transmissão de NF-e e NFC-e, assinada com o certificado da própria loja.
- Mercado Livre (e outros canais que a loja conectar) — anúncios, perguntas e pedidos.
- Instituições financeiras (Sicoob, Mercado Pago) — emissão de boleto e leitura de extrato, quando a loja liga a integração.
- Resend — envio dos e-mails do sistema (resumo semanal, pacote do contador, avisos).
- Detran-RS — somente para lojas do Rio Grande do Sul que usam o módulo GID.
- Provedor de inteligência artificial — descrição e categoria sugeridas para a peça, e pesquisa por código original. Recebe o texto e a foto da PEÇA; não recebe dado de cliente, de venda nem financeiro.
Há transferência internacional de dados, porque a infraestrutura de banco e hospedagem está nos Estados Unidos. Ela se apoia na execução do contrato e nas cláusulas dos fornecedores, nos termos do art. 33 da LGPD.
O sistema é multiempresa: cada loja vê apenas os próprios dados, com isolamento imposto pelo banco (não apenas pela tela). Nenhuma loja acessa dado de outra.
5Por quanto tempo ficam
- Dados fiscais e contábeis: pelo prazo que a lei exige da empresa — no mínimo 5 anos.
- Lixeira de peças: o que é excluído fica recuperável por 30 dias e depois é removido.
- Cópias de segurança: snapshot do banco a cada 6 horas, mantido por cerca de 14 dias, em armazenamento privado. Backup do provedor por 7 dias.
- Trilhas de auditoria e log de erro: mantidos enquanto a conta existir, por segurança e por prestação de contas.
- Encerrada a assinatura: a loja pode pedir a exportação completa dos dados dela e, em seguida, a eliminação — respeitado o que a lei fiscal obriga a manter.
6Seus direitos, e como exercê-los
A LGPD (art. 18) garante confirmação do tratamento, acesso, correção, anonimização, portabilidade, informação sobre compartilhamento e eliminação dos dados.
A quem pedir: se você é cliente, fornecedor ou comprador de uma loja que usa o Cloud Truck, o pedido vai para a loja — ela é a controladora e é ela que decide. O Cloud Truck atende como operador, encaminhando ou executando o que a loja determinar. Se você opera o sistema (funcionário da loja) ou é a própria loja, escreva para e-mail do encarregado.
Prazo de resposta: até 15 dias do recebimento do pedido, na forma do art. 19 da LGPD.
7Segurança
Medidas em vigor, e não apenas prometidas: senha com política mínima, segundo fator na entrada, isolamento por empresa imposto no banco, permissão por papel conferida tanto na tela quanto no banco, certificado digital cifrado, trilha imutável das operações sensíveis, e auditorias de segurança periódicas com relatório.
Nenhum sistema é imune. Havendo incidente com risco relevante aos titulares, a comunicação segue o art. 48 da LGPD — à ANPD e aos titulares afetados.
8Mudanças nesta política
Alterações passam a valer na data indicada no topo. Mudança que afete materialmente o tratamento é avisada dentro do sistema, para quem o usa, antes de entrar em vigor.